Hoje não há lua
Que ilumine o meu sorriso,
Hoje não há sol
Que aqueça o meu coração,
Hoje não sorriem os meus olhos;
Aqueles por quem passo sorridentes e calorosos
Encontram nos meus olhos sorrisos lacrimejantes…
Da garganta verto as lágrimas que me apertam o ar,
Do peso que acompanha a minha cabeça abraço a dor,
Do peito desfaço o nó que cinge a alma.
Hoje estou triste, estou zangada, estou dorida e magoada,
Hoje não me vês como eu preciso que me vejas,
Hoje não me vejo como um dia me vi
E hoje mais que ontem me sinto como antes.
Na dor me perco e me acho.
Na lua que minga,
No sol que se esconde,
Exponho o meu desconforto,
A minha dor.
Da lua minguante nascerá uma nova,
Da noite nascerá o sol.
Não tenho direito a deixar-me mingar,
Não tenho direito a deixar-me ficar magoada.
Não tens direito a magoar-me.
Tu és meu e há mais meus.
A lua que mingue.
A dor que venha,
As gargalhadas que faltem,
Que sinta a dor que é velha e nova,
Que me lembra outras luas, outros sóis,
Que a seguir ao sol que se põe e à noite que se instala nascerá outro sol;
Da lua que minga outra virá nova.
Setembro🎗️


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