quinta-feira, 7 de setembro de 2023


Hoje não há lua

Que ilumine o  meu sorriso,

Hoje não há sol

Que aqueça o meu coração,

Hoje não sorriem os meus olhos;

Aqueles por quem passo sorridentes e calorosos

Encontram nos meus olhos sorrisos lacrimejantes…

Da garganta verto as lágrimas que me apertam o ar,

Do peso que acompanha a minha cabeça abraço a dor,

Do peito desfaço o nó que cinge a alma.

Hoje estou triste, estou zangada, estou dorida e magoada,

Hoje não me vês como eu preciso que me vejas,

Hoje não me vejo como um dia me vi

E hoje mais que ontem me sinto como antes.

Na dor me perco e me acho.

Na lua que minga,

No sol que se esconde,

Exponho o meu desconforto,

A minha dor.

Da lua minguante nascerá uma nova,

Da noite nascerá o sol.

Não tenho direito a deixar-me mingar,

Não tenho direito a deixar-me ficar magoada.

Não tens direito a magoar-me.

Tu és meu e há mais meus.

A lua que mingue.

A dor que venha,

As gargalhadas que faltem,

Que sinta a dor que é velha e nova,

Que me lembra outras luas, outros sóis,

Que a seguir ao sol que se põe e à noite que se instala nascerá outro sol;

Da lua que minga outra virá nova.

Setembro🎗️

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